Smart Cities: Denvolvimento Sustentável Urbano e seus Desafios
Um dos principais desafios dos nossos dias é pensar em novos caminhos para um desenvolvimento urbano mais sustentável, considerando a crescente população principalmente nas grandes metrópoles.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, mais da metade da população mundial vive hoje em áreas urbanas e a perspectiva é de que esse percentual suba para dois terços até 2050, o que certamente gerará uma diminuição da renda média per capita.
Para que haja um equilíbrio na economia, meio ambiente e qualidade de vida torna- se urgente avançar com a urbanização em escala global e transformar cidades a partir de uma abordagem mais ampla e integrada. Desta forma, se faz necessário ter uma agenda urbana estimulando a inovação, a comunicação e o uso da tecnologia, criando espaços mais modernos e inteligentes, adotando medidas resilientes e de práticas ambientais, que sejam engajadas com a eficiência energética, o combate às mudanças climáticas, a prevenção de desastres naturais e, principalmente, a preservação do meio ambiente.
Importante também incluir nesta agenda a implantação de estruturas e de serviços mais eficientes, promovendo o bem-estar das pessoas e a inclusão social, praticando não somente a sustentabilidade, educação, cultura, saúde, segurança pública e mobilidade urbana, criando um ambiente que gere oportunidades e que permita aos indivíduos potencializar seus talentos e sua criatividade.
As grandes tendências para as próximas décadas que impactarão as cidades serão: alterações demográficas, a revolução tecnológica, redução das emissões de CO2 e de gases do efeito estufa e o crescimento do risco climático. Diante desta nova perspectiva, a vida será afetada como também a governança das cidades: a automação, a internet das coisas, a mobilidade elétrica e o 5G. Grandes ajustes deverão ser feitos, principalmente na geração, na distribuição e no armazenamento da eletricidade. Outro fator a ser considerado urgentemente considerado são os riscos climáticos para prevenir uma provável catástrofe climática global tornando as cidades neutras em carbono o quanto antes.
Outras atitudes essenciais a serem tomadas para o desenvolvimento sustentável urbano: aumento das áreas verdes, eliminação total das sacolas plásticas, melhoria no sistema de transporte público/coletivo, criação de programas para o descarte seguro dos resíduos sólidos gerando insumos sustentáveis através de reciclagem, fomentar políticas que estimulem a participação da sociedade ocupação urbana articulada e incentivo ao empreendedorismo.
Corroborando o compromisso do desenvolvimento sustentável urbano, em 2012 foi promulgada a Lei nº 12.587, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que:
“tem por objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana”.
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12587.htm
Todas estas ações visam influenciar as políticas de estímulo do desenvolvimento de cidades inteligentes no Brasil com o forte propósito de quebrar e mudar paradigmas ultrapassados, dando margem a um desenvolvimento tecnológico e sustentável.
Por José Augusto Paixão Gomes
M.Sc em Engenharia Civil, Gestão, Produção e Meio Ambiente na Área de Cidade Inteligente e Inovação – UFF e Pesquisador CTSMART




