Energias renováveis: Um futuro sustentável
Podemos citar de acordo com Pessoa (et al. 2019) que descreve que na agenda 2030 que contempla um plano de ação que se constitui sob cinco eixos: erradicar a pobreza; proteger o planeta; garantir que aspessoas alcancem paz e prosperidade e transformar o mundo . Philippi (et al. 2016) destaca o eixo que se direciona para proteção do planeta, que tem como ponto estratégico pensar as questões relacionadas a produção de energia, uma vez que, tem ocupado espaço relevante no cenário das discussões sobre meio ambiente e na construção de modelo sustentável de desenvolvimento e sustentabilidade.
Borges (et al. 2015) acrescenta que as energias renováveis se consolidam, na proteção da energia limpa pelo fato que essas colaboram com diversificação da matriz energética e redução de impactos. Com as fontes renováveis para gerar energia elétrica que necessitam estar atreladas ao desenvolvimento sustentável.
De acordo com o Balanço Energético Nacional (Ben, 2020) nosso país possui uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável, ressaltando que a fonte hídrica que responde por 64,9% da oferta interna. Nesse prisma a crescente expansão da fonte eólica como atestam os dados do sistema de geração da ANEEL (SIGA) essa capacidade instalada nacional que corresponde a 15,5 (GW) equivalente a 9% da matriz de energia elétrica, colocando o país no patamar de liderança na América Latina e oitavo maior do mundo (Gwec, 2019).
Evidenciando que a condição de uma matriz energética com base em fontes modernas e renováveis não se limita como requisito para alcance do desenvolvimento que seja sustentável. Uma vez que a produção de energia em qualquer modalidade se caracteriza expressivamente como uma das atividades mais intensivas na exploração dos recursos naturais e impactos socioambientais, contudo cercada de desafios sobre o alcance do desenvolvimento sustentável.
Nessa perspectiva que se refere a produção e oferta de energia se apresenta circundado por uma complexa rede de fatos e atores que se entrelaçam. Acarretando e revelando-se como um vasto campo de debates a partir da interação simultânea entre energia, sociedade, equidade, natureza, sustentabilidade e desenvolvimento. Desse modo, buscamos realizar uma abordagem ampla, holistica, multidisciplinar e integrada para contemplar a temática.
Acrescentando que as mudanças em curso no setor energético mundo têm se voltado para exigência de novas configurações que abrange a construção de políticas públicas atreladas com princípios de equidade e justiça social. Nesse sentido, a questão de análise nesse estudo reconhecer as oportunidades de integração entre os ODS e políticas públicas para o setor de energia eólica. Verificando a Agenda 2030 e seus respectivos objetivos quais possíveis sinergias e desafios para o setor. Podemos identificar que as respostas para tais questões vão além da necessidade de uma abordagem sistêmica e integrada dos instrumentos que regem políticas públicas, energias renováveis e Agenda 2030.
O subsídio em energia assume expressiva importância tanto pelas demandas do mundo moderno, quanto por sua interdependência com questões de segurança energética, na melhoria das condições de vida, sustentabilidade ambiental e no crescimento econômico
A Energia desse modo, desempenha um papel importante para desenvolvimento sustentável como pode ser visto no plano de ação comandado em 2015 pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), por meio do documento “Transformando o nosso mundo: Agenda 2030 os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, (ODS)”. De modo geral, se centraliza nas questões sobre politicas publicas inclusivas e equidade social que possam garantir a elevação de direitos básicos e sustentabilidade ambiental, como a base da Agenda. Evidenciando o energético a agenda caracteriza a emergência do tema ao dispor dentre os seus dezessete objetivos, dois diretamente voltados para questão energética. Ressaltando que essas políticas públicas se constituem com o vínculo entre Estado e sociedade de forma que isso recai sobre o primeiro a tutela de resguardar os interesses e demandas da sociedade, em prol do bem coletivo.
Milhorance et al (2019) discorre sobre a tematica evidenciando a necessidade de se observar nos padrões de desenvolvimento das políticas direcionadas que devem ser ampliados aos parques eólicos, bem como a efetivação da integração com outros setores. Destarte ao refletir sobre as possibilidades para alcançar o desenvolvimento sustentável no setor de energias renováveis trata-se de um desafio. Uma vez que o fornecimento de energia na história sempre esteve atrelado a oferta e demanda, sustentada hegemonicamente pela racionalidade técnica econômica e isso sempre gerou conflitos nos aspectos sociais, ambientais e de desenvolvimento na óptica da sustentabilidade.
Por José Augusto Paixão Gomes
M.Sc em Engenharia Civil, Gestão, Produção e Meio Ambiente na Área de Cidade Inteligente e Inovação – UFF e Pesquisador CTSMART
REFERENCIAS
Borges, F. Q., Baraúna, N. C. & Chotoe, J. R. (2015). Fontes renováveis de energia elétrica e qualidade de vida em comunidades na Ilha do Marajó, Pará. Desenvolvimento Meio Ambiente, 33, 225–239.
Gwec. (2019). Global Wind Report 2019. https://gwec.net/wp-content/uploads/2020/08/Annual-Wind-Report_2019_digital_final_2r.pdf (acesso em 27.02.2022)
Milhorance, C. & Bursztyn, M. (2019). Climate adaptation and policy conflicts in the Brazilian Amazon: prospects for a Nexus + approach. Climatic Change, 155, 215–236.
Pessoa, Z. S., Macedo, L. D., Seixas, S. R.C., Sales, R. M. M. S.,& Gorayeb, A. (2019). Acesso à energia e cidades sustentáveis: da Agenda 2030 às políticas na área da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Parcerias Estratégicas, 24 (49), 31–48.
Philippi Jr., A. & Reis, L. B. (2016). Energia e sustentabilidade. Manole.




