Como a IA pode melhorar a produtividade e eficiência no trabalho, além de ajudar na tomada de decisão

Person Reaching Out to a Robot

José Augus­to Pai­xão Gomes
CEO da Star­tup SMART EAGLE, Admi­nis­tra­dor de Empre­sas; MBA em Geren­ci­a­men­to de Pro­je­tos; MSc em Enge­nha­ria Civil na área de con­cen­tra­ção em Ges­tão, Pro­du­ção e Meio-Ambi­en­te, com foco em Ino­va­ção e Smart Citi­es pela UFF; Espe­ci­a­lis­ta em Cap­ta­ção de Recur­sos com Orga­nis­mos Naci­o­nais e Inter­na­ci­o­nais, res­pon­sá­vel pela implan­ta­ção dos pro­je­tos na Pre­fei­tu­ra de Nite­rói:  Escri­tó­rio de Ges­tão de Pro­je­tos — EGP­Nit; Sis­te­ma de Ges­tão Geor­re­fe­ren­ci­a­do – SIGEO e Cen­tro de Con­tro­le Ope­ra­ci­o­nal – CCO.

RESUMO 

De cer­to modo em opo­si­ção ao sen­so comum, a Inte­li­gên­cia Arti­fi­ci­al con­tri­bui­rá com a cri­a­ção de novos empre­gos (inte­li­gen­tes) e com a eli­mi­na­ção de tra­ba­lhos repe­ti­ti­vos que pas­sa­rão a serem exe­cu­ta­dos por máqui­nas. Porém, esses novos  empre­gos deman­da­rão ele­va­dos níveis de qua­li­fi­ca­ção, o que leva a um cená­rio no qual o nível e a qua­li­da­de da edu­ca­ção desem­pe­nha­rão papel fun­da­men­tal nos novos empre­gos que serão gera­dos pela auto­ma­ção. Por­tan­to, a for­ma­ção deve­rá ser cen­tra­da nas com­pe­tên­ci­as que as novas tec­no­lo­gi­as exi­gi­rão e tra­ba­lha­do­res com bai­xa qua­li­fi­ca­ção terão de mudar de ocu­pa­ção, sob pena de serem subs­ti­tuí­dos por máqui­nas. A temi­da per­da de empre­gos, então, depen­de­rá da velo­ci­da­de da auto­ma­ção e do nível de qua­li­fi­ca­ção da mão de obra em cada país. A velo­ci­da­de de auto­ma­ção em cada país depen­de basi­ca­men­te de sua estru­tu­ra econô­mi­ca, da polí­ti­ca de inves­ti­men­to em novas tec­no­lo­gi­as e do nível de edu­ca­ção. Além do des­lo­ca­men­to de alguns pos­tos de tra­ba­lho, tam­bém serão gera­das ver­sões mais com­ple­xas das tare­fas existentes.

ABSTRACT 

In con­trary to com­mon sen­se, Arti­fi­ci­al Intel­li­gen­ce will con­tri­bu­te to the cre­a­ti­on of new (smart) jobs and to the eli­mi­na­ti­on of repe­ti­ti­ve jobs that will be per­for­med by machi­nes. Howe­ver, the­se new jobs will demand high levels of qua­li­fi­ca­ti­on, whi­ch leads to a sce­na­rio in whi­ch the level and qua­lity of edu­ca­ti­on will play a fun­da­men­tal role in the new jobs that will be gene­ra­ted by auto­ma­ti­on. The­re­fo­re, trai­ning should be cen­te­red on the skills that new tech­no­lo­gi­es will requi­re, and low-skil­led wor­kers will have to chan­ge occu­pa­ti­ons, under penalty of being repla­ced by machi­nes. The fea­red loss of jobs, then, will depend on the spe­ed of auto­ma­ti­on and the level of qua­li­fi­ca­ti­on of the work­for­ce in each coun­try. The spe­ed of auto­ma­ti­on in each coun­try basi­cally depends on its eco­no­mic struc­tu­re, the invest­ment policy in new tech­no­lo­gi­es and the level of edu­ca­ti­on. In addi­ti­on to relo­ca­ting some jobs, more com­plex ver­si­ons of exis­ting tasks will also be generated.

Keywords: AI. Arti­fi­ci­al intel­li­gen­ce. Employ­ment. Productivity.

1 INTRODUÇÃO

Mui­tos deba­tes têm sido con­du­zi­dos acer­ca do futu­ro dos empre­gos com auto­ma­ção, espe­ci­al­men­te no perío­do da COVID-19, onde obser­vou-se a impor­tân­cia das novas tec­no­lo­gi­as na ges­tão da cri­se sani­tá­ria. Dife­ren­tes auto­res têm opi­niões dife­ren­tes sobre o futu­ro do empre­go com auto­ma­ção. Porém, a mai­or par­te do tra­ba­lho sobre esta ques­tão apoia o fato de que a auto­ma­ti­za­ção irá subs­ti­tuir alguns empre­gos na indús­tria, mas ao mes­mo tem­po cri­ar outros também.

Nem todos os tra­ba­lhos podem ser auto­ma­ti­za­dos na indús­tria. Pode-se ver uma bai­xa deman­da por mão de obra nos seto­res auto­ma­ti­za­dos, mas ao mes­mo tem­po uma for­te deman­da nos seto­res não auto­ma­ti­za­dos. Além dis­so, os empre­gos com um bai­xo nível de qua­li­fi­ca­ção estão mais em ris­co do que aque­les com um alto nível de qua­li­fi­ca­ção. Em outras pala­vras, tra­ba­lhos que con­sis­tem em tare­fas repe­ti­ti­vas não exi­gem um alto nível de esco­la­ri­da­de. Esses tra­ba­lhos são mais vul­ne­rá­veis à auto­ma­ção do que aque­les que exi­gem mais pen­sa­men­to e mais cri­a­ti­vi­da­de (Alta habi­li­da­de). Por­tan­to, nes­se dina­mis­mo da auto­ma­ção, o empre­go de tra­ba­lha­do­res qua­li­fi­ca­dos é mais segu­ro do que o de tra­ba­lha­do­res pou­co qualificados. 

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 APLICAÇÕES DA IA NA MELHORIA DA PRODUTIVIDADE NO TRABALHO

A auto­ma­ção afe­ta­rá mais os tra­ba­lha­do­res pou­co qua­li­fi­ca­dos do que os tra­ba­lha­do­res qua­li­fi­ca­dos (ARNTZ, GREGORY, ZIERAHN, 2016). Gra­etz e Micha­els (2015) argu­men­tam tam­bém que o uso de robôs nas indús­tri­as reduz a par­ce­la de empre­go de tra­ba­lha­do­res pou­co qua­li­fi­ca­dos em vez do empre­go total. A ame­a­ça da auto­ma­ção nos empre­gos é menor e hete­ro­gê­nea, varia de acor­do com a polí­ti­ca econô­mi­ca, o nível de edu­ca­ção e o inves­ti­men­to de cada país em novas tec­no­lo­gi­as. Ace­mo­glu e Res­tre­po (2017) e Chi­ac­chio, Petro­pou­los, Pich­ler (2018) des­ta­cam o fato de que a auto­ma­ção afe­ta os salá­ri­os e o empre­go de duas manei­ras: o des­lo­ca­men­to dire­to dos tra­ba­lha­do­res das tare­fas que desem­pe­nha­vam ante­ri­or­men­te cria efei­to de des­lo­ca­men­to que afe­ta nega­ti­va­men­te o empre­go e o aumen­to da deman­da por tra­ba­lho pelas indús­tri­as que cria efei­to de pro­du­ti­vi­da­de que afe­ta posi­ti­va­men­te os salá­ri­os e o emprego. 

Mui­tos pon­tos são fre­quen­te­men­te abor­da­dos em estu­dos sobre auto­ma­ção e empre­go. Por exem­plo, a não auto­ma­ção de todos os seto­res da indús­tria, o adven­to de novos empre­gos cau­sa­dos pela alta auto­ma­ção, a cola­bo­ra­ção entre robôs e huma­nos e o des­lo­ca­men­to de cer­tos tra­ba­lhos por máqui­nas. O sur­gi­men­to da tec­no­lo­gia pode eli­mi­nar cer­tas pro­fis­sões, dei­xan­do espa­ço para outras pro­fis­sões mais produtivas. 

Da mes­ma for­ma, de acor­do com Manyi­ka e Sne­a­der (2018), a auto­ma­ção resul­ta­rá em mais cri­a­ção de empre­gos do que per­da de empre­gos (21% e 33% da for­ça de tra­ba­lho glo­bal, ou 555 milhões e 890 milhões de empre­gos até 2030). De acor­do com o Gart­ner (2017), a IA cri­a­rá 2,3 milhões de empre­gos em 2020, eli­mi­nan­do 1,8 milhão, um núme­ro esti­ma­do que exce­de o núme­ro de empre­gos que são eli­mi­na­dos pela IA em 2020. 

2.2 AUMENTO DA EFICIÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO ATRAVÉS DA IA

A indús­tria pre­ci­sa­rá de pro­fis­si­o­nais alta­men­te qua­li­fi­ca­dos, cujos talen­tos serão mui­to requi­si­ta­dos e pode­rão capa­ci­tar outros tra­ba­lha­do­res para melhor domi­nar e se adap­tar melhor às novas tare­fas que a auto­ma­ção gera­rá. Em 2022, 54% dos cola­bo­ra­do­res tive­ram de apren­der novas habi­li­da­des para aten­der às expec­ta­ti­vas das novas tare­fas cri­a­das pela auto­ma­ção. Assim, 35% des­ses tra­ba­lha­do­res pre­ci­sa­ram de pelo menos trei­na­men­to por seis meses, trei­na­men­to por mais de 6 anos será neces­sá­rio para 9% dos tra­ba­lha­do­res e 10% pre­ci­sa­rão de trei­na­men­to por mais de um ano (Fórum Econô­mi­co Mun­di­al, 2021). 

Mas mui­tas vezes obser­va-se um des­com­pas­so entre habi­li­da­des e tec­no­lo­gi­as, por­que os tra­ba­lha­do­res pre­ci­sam domi­nar o uso de novas tec­no­lo­gi­as nas indús­tri­as, mas mui­tas vezes não pos­su­em essas habi­li­da­des para rea­li­zar essas tare­fas. Essas novas habi­li­da­des mui­tas vezes exi­gem uma alta capa­ci­da­de edu­ca­ci­o­nal ou expe­ri­men­tal, que os tra­ba­lha­do­res na mai­o­ria das situ­a­ções não possuem. 

Na mai­o­ria das vezes, tam­bém é difí­cil para os empre­ga­do­res encon­trar tra­ba­lha­do­res que pos­sam domi­nar os novos empre­gos e tare­fas indu­zi­dos pela auto­ma­ção inten­si­va (Deloit­te & the Manu­fac­tu­ring Ins­ti­tu­te, 2011). 

Em resu­mo, os empre­gos des­lo­ca­dos pela auto­ma­ção exi­gem menos qua­li­fi­ca­ção do que os novos empre­gos gera­dos por esta últi­ma. Os novos empre­gos exi­gem altas qua­li­fi­ca­ções, o que depen­de­rá da qua­li­da­de do sis­te­ma edu­ca­ci­o­nal de cada país. Gran­de par­te do empre­go no futu­ro cri­a­do pela auto­ma­ção exi­gi­rá altos níveis de educação. 

Nes­te con­tex­to, os empre­gos que exi­gem menos exi­gên­ci­as edu­ca­ci­o­nais estão em peri­go e, ao mes­mo tem­po, a deman­da por empre­gos que exi­gem capa­ci­da­des edu­ca­ci­o­nais ou habi­li­da­des mais altas aumen­ta. O sis­te­ma edu­ca­ci­o­nal desem­pe­nha um papel deci­si­vo nos novos empre­gos que leva­rão à auto­ma­ção. A qua­li­da­de da habi­li­da­de depen­de da qua­li­da­de do sis­te­ma edu­ca­ci­o­nal. Se o sis­te­ma edu­ca­ti­vo não esti­ver à altu­ra das exi­gên­ci­as de com­pe­tên­ci­as que os novos empre­gos exi­gem, vemos fre­quen­te­men­te um des­fa­sa­men­to entre com­pe­tên­ci­as e tecnologias.

2.3 A IA COMO AUXÍLIO NA TOMADA DE DECISÕES

A pes­qui­sa emer­gen­te na apli­ca­ção da IA ao apoio à deci­são está foca­da em três áre­as: sis­te­mas adap­ta­ti­vos inte­li­gen­tes que podem se modi­fi­car para resol­ver um pro­ble­ma com­ple­xo ou as pre­fe­rên­ci­as de um usuá­rio indi­vi­du­al; inter­fa­ces como huma­nos vir­tu­ais que podem aumen­tar a inte­ra­ção efe­ti­va entre huma­nos e máqui­nas e, téc­ni­cas apli­cá­veis a pro­ble­mas apli­ca­dos extre­ma­men­te difí­ceis, como big data (FREY, OSBORNE,  2017).

Os avan­ços no poder de com­pu­ta­ção e arma­ze­na­men­to leva­ram à cap­tu­ra de gran­des quan­ti­da­des de dados e infor­ma­ções que podem ser usa­dos como base para a toma­da de deci­sões em cam­pos como ser­vi­ços finan­cei­ros, tran­sa­ções no pon­to de ven­da, per­fis de usuá­ri­os via inter­net e saú­de. O avan­ço da IA com o desen­vol­vi­men­to de algo­rit­mos de machi­ne lear­ning e deep-lear­ning con­tri­bui para evi­tar erros e equí­vo­cos decor­ren­tes de jul­ga­men­tos huma­nos (DANZIGER et al. 2011). 

Os algo­rit­mos de IA são fun­da­men­tal­men­te dife­ren­tes das tec­no­lo­gi­as algo­rít­mi­cas ante­ri­o­res por vári­as razões (AGRAWAL et al. 2018; SMITH, 2019). Pri­mei­ro, a IA melho­ra o desem­pe­nho por meio do auto­a­pren­di­za­do, fazen­do infe­rên­ci­as sobre novos dados com base no apren­di­za­do ante­ri­or. Por cau­sa da capa­ci­da­de de des­co­brir padrões ocul­tos, a IA pode rea­li­zar tare­fas pers­pi­ca­zes que pre­ci­sam de “intui­ção” seme­lhan­te à huma­na. Em segun­do lugar, a IA obtém pre­vi­sões e jul­ga­men­tos com alta pre­ci­são e sua pre­ci­são aumen­ta com o núme­ro de ses­sões de trei­na­men­to e a quan­ti­da­de de dados volu­mo­sos. Ter­cei­ro, os mode­los que usam algo­rit­mos de IA podem melho­rar ao lon­go do tem­po para alcan­çar um desem­pe­nho supe­ri­or. Essas carac­te­rís­ti­cas dis­tin­tas per­mi­tem que a IA supe­re os huma­nos não ape­nas em tra­ba­lho repe­ti­ti­vo e tare­fas de reco­nhe­ci­men­to, mas tam­bém em tare­fas cri­a­ti­vas em alguns domí­ni­os (HE et al. 2015; MNIH et al. 2015). 

Os pes­qui­sa­do­res des­co­bri­ram que a IA tem um bom desem­pe­nho mes­mo em tare­fas cog­ni­ti­vas de alto nível, como tomar uma deci­são legal no tri­bu­nal (KLEINBERG et al. 2017), des­co­brir a estru­tu­ra de pro­teí­nas na bio­lo­gia (Seni­or et al. 2020) e jogar jogos estra­té­gi­cos (SCHRITTWIESER et al. 2020), entre outros. As orga­ni­za­ções, por­tan­to, come­ça­ram a usar algo­rit­mos de IA para tare­fas que exi­gam jul­ga­men­to pre­ci­so, melho­ran­do a alo­ca­ção de recur­sos vali­o­sos, desig­nan­do horá­ri­os de tra­ba­lho e ana­li­san­do o desem­pe­nho dos fun­ci­o­ná­ri­os (DE CREMER, 2020; ROCK, 2020). 

Por exem­plo, os algo­rit­mos de IA são úteis no desen­vol­vi­men­to de novos medi­ca­men­tos – em par­ti­cu­lar, no está­gio ini­ci­al, quan­do as tare­fas são for­te­men­te depen­den­tes do pro­ces­sa­men­to auto­má­ti­co de dados e do reco­nhe­ci­men­to de padrões (LOU, WU, 2021). Os codi­fi­ca­do­res médi­cos em hos­pi­tais tam­bém usam suges­tões de IA sobre codi­fi­ca­ção de grá­fi­cos e, assim, melho­ram sua pro­du­ti­vi­da­de (Wang et al. 2019). 

Con­si­de­ran­do o pres­su­pos­to da raci­o­na­li­da­de limi­ta­da – de que os toma­do­res de deci­são ten­dem a equi­li­brar a qua­li­da­de de suas deci­sões com o cus­to, como o esfor­ço cog­ni­ti­vo e o tem­po neces­sá­rio para alcan­çar suas deci­sões (Kah­ne­man 2003) – a IA pode con­tri­buir para redu­zir o cus­to, o que, por sua vez, ree­qui­li­bra a pre­ci­são das deci­sões.  A IA aju­da o pro­ces­so de toma­da de deci­são huma­na, ava­li­an­do um esco­po mais amplo de opções a um cus­to mais bai­xo e rea­li­zan­do uma ava­li­a­ção mais pre­ci­sa das opções disponíveis. 

Uma vez que a IA pode for­ne­cer um exten­so con­jun­to de alter­na­ti­vas ava­li­a­das com pre­ci­são que infor­mam e trei­nam pro­fis­si­o­nais huma­nos, ela pode revi­si­tar suas prá­ti­cas de toma­da de deci­são (que podem ter gera­do deci­sões infe­ri­o­res se eles não foram trei­na­dos com IA). A IA pode trei­nar pro­fis­si­o­nais huma­nos e melho­rar a qua­li­da­de de suas deci­sões, espe­ci­al­men­te quan­do o desem­pe­nho da IA é supe­ri­or ao dos huma­nos e quan­do as tare­fas são com­ple­xas e incertas.

3 CONCLUSÃO

A auto­ma­ti­za­ção cri­a­rá tal­vez mais pos­tos de tra­ba­lho do que eli­mi­na­rá no futu­ro. Subs­ti­tui­rá mui­tos pos­tos de tra­ba­lho, espe­ci­al­men­te os empre­gos com bai­xa qua­li­fi­ca­ção, mas, ao mes­mo tem­po, cri­a­rá mui­tos novos pos­tos de tra­ba­lho, que neces­si­ta­rão de uma ele­va­da qualificação. 

A auto­ma­ção é um avan­ço, uma revo­lu­ção impor­tan­te e neces­sá­ria para as indús­tri­as no aumen­to da pro­du­ti­vi­da­de e com­pe­ti­ti­vi­da­de. A cha­ve para os empre­gos que a auto­ma­ção cri­a­rá são as altas habi­li­da­des digi­tais. Assim, o ensi­no supe­ri­or e a for­ma­ção ori­en­ta­dos para a digi­ta­li­za­ção e a codi­fi­ca­ção desem­pe­nha­rão um papel mui­to impor­tan­te nos novos empregos. 

Os empre­gos futu­ros não serão para todos. Para saber como cri­ar ou geren­ci­ar tec­no­lo­gi­as sofis­ti­ca­das, os tra­ba­lha­do­res pre­ci­sam adqui­rir altas habi­li­da­des. O sis­te­ma edu­ca­ti­vo deve ser mais valo­ri­za­do e mais ori­en­ta­do para as com­pe­tên­ci­as digi­tais e para a codi­fi­ca­ção. A edu­ca­ção no futu­ro deve ser mais foca­da no conhe­ci­men­to das novas tecnologias. 

A auto­ma­ção não é uma ame­a­ça. É uma van­ta­gem, mas para se bene­fi­ci­ar des­sa auto­ma­ção, os tra­ba­lha­do­res e futu­ros estu­dan­tes devem se pre­pa­rar, con­cen­tran­do sua for­ma­ção mais nas habi­li­da­des que as novas tec­no­lo­gi­as exi­gi­rão. Para exe­cu­tar com suces­so suas novas tare­fas, os tra­ba­lha­do­res pre­ci­sa­rão adqui­rir as habi­li­da­des neces­sá­ri­as. Por­tan­to, eles pre­ci­sa­rão de trei­na­men­to, então a dura­ção vari­a­rá depen­den­do do tipo de tare­fa e do tipo de habi­li­da­de buscada. 

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